quarta-feira, julho 14, 2010


HOMENAGEM SENTIDA
AO POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA

Indefeso percorro meu caminho
Na tristeza de te ver partir
Num terminar de vida
Atribulada e simples
Feita de teus saberes poéticos
Teus valores estéticos
Teus galhofares de ironia sublimes.

Sinto tua caminhada, amigo
Numa grandeza morna
E eloquente sabedoria
Desfazendo cada sinuoso dia
De tua vida imensa
Tão plena quanto intensa
Tão ávida de esperança,

E vem-me à lembrança
Nossos encontros de saber feitos
Teus ensinamentos perfeitos
E meu acatar do teu saber
Desperto em horas infindáveis
Nos versos tão moldáveis
A essa tua mente criadora.

E vou de livro em livro que escreveste
Numa permanência de te haver
Ali sentado, em palavras desfeito
E um trinar de peito
Que te enleva e suspende
Em tudo que se entende
De tuas nobres mensagens.

Obrigado amigo
Que no teu saber de hoje, valiosamente antigo
Me estendeste a mão
Num puro, franco e são
Compreender de mim
Tão forte assim
Num jeito que ficou de nós.

E vejo teus gestos
Sinto tua voz
E teu acto criador imenso
Que inda agora não dispenso
Porque te continuo a ter
Aqui, sem pressas, a escrever, a escrever
Nesse mar inesgotável de poemas ao qual também pretenso.

8 de Junho de 2010
MÁRIO MATTA E SILVA




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