
HOMENAGEM SENTIDA AO POETA ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA Indefeso percorro meu caminho Na tristeza de te ver partir Num terminar de vida Atribulada e simples Feita de teus saberes poéticos Teus valores estéticos Teus galhofares de ironia sublimes. Sinto tua caminhada, amigo Numa grandeza morna E eloquente sabedoria Desfazendo cada sinuoso dia De tua vida imensa Tão plena quanto intensa Tão ávida de esperança, E vem-me à lembrança Nossos encontros de saber feitos Teus ensinamentos perfeitos E meu acatar do teu saber Desperto em horas infindáveis Nos versos tão moldáveis A essa tua mente criadora. E vou de livro em livro que escreveste Numa permanência de te haver Ali sentado, em palavras desfeito E um trinar de peito Que te enleva e suspende Em tudo que se entende De tuas nobres mensagens. Obrigado amigo Que no teu saber de hoje, valiosamente antigo Me estendeste a mão Num puro, franco e são Compreender de mim Tão forte assim Num jeito que ficou de nós. E vejo teus gestos Sinto tua voz E teu acto criador imenso Que inda agora não dispenso Porque te continuo a ter Aqui, sem pressas, a escrever, a escrever Nesse mar inesgotável de poemas ao qual também pretenso. 8 de Junho de 2010 MÁRIO MATTA E SILVA |
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