quinta-feira, julho 29, 2010

DERROCADA












DERROCA


Veio a tempestade

arrancar-me ao espirito

a quietude desejada

na tarde sobresaltada

feita de falsa verdade

e o vento soprou

e a noite não amainou

cá dentro de mim

enquanto o tudo

do meu Ser

ficou em nada

num faz de conta

de viver

e numa amargura

do não te ter

jamais para mim.

Foi a derrocada final

na onda imensa da corrente

e o sentir deprimente

da derrocada

de tudo aquilo que construimos

acrescentámos, diluimos

num sopro de desilusão.

Nada ficou em cada mão

nada durou para além do adeus

e nem em socorro cairam os céus

que cobrem nossas vidas.

Horas perdida

do tudo construído

agora destruido

em tempo agreste e feio

por mim, por ti

mau tempo de permeio

o travo do sabor

acre e amrgo

da própria dor

de nos desentrelaçarmos

de nos despedaçarmos

tão loucamente

tão tristemente!

A vida é afinal

este vendaval

feita de derrocada imensa

de amargura intensa

e de clamor

pelo amor

que recusámos

num Mundo ruim

onde poisámos

nossos desejos

nossas ternuras e beijos

de que me despedi

levando as horas sem ti

nessa imensa

intensa

e insuportável dor.


29. Julho. 2010

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