domingo, novembro 06, 2011

POESIA

LOUCAS CIDADES


As cidades são teias
Complexas, emaranhadas
Com enredadas veias
Entrançadas.

As cidades são alçapões
De lixo e impuro ar
Onde se agitam corações
A pulsar.

As cidades são cerebrais
Com tramas e armadilhas
Com bairros que descem ao cais
Em pilhas.

As cidades são sensualidade
Nas noites agitadas
Eróticas, feitas de infidelidades
Ousadas.

As cidades são emoções
Escorrendo pelas janelas
Com sonhadas divagações
Tão belas.

As cidades são malandragem
Em gente vil, gananciosa
Com pobreza e vadiagem
Danosa.



As cidades são vendavais
De políticos, banqueiros, advogados
Que se mostram por demais
Endinheirados.

As cidades são antros viscosos
De negócios menos claros
Nelas pululam caprichosos
Bordeis caros.

As cidades são o chamariz
Da gente do interior
E nela há muito petiz
E amor.

As cidades são a loucura
De gente sempre a correr
Na azáfama ou na ternura
De sobreviver.


16 de Abril de 2011
MÁRIO MATTA E SILVA


ABSOLUTAMENTE


Há um vaguear sem rumo
ir ao encontro do nada
no desvendar o absoluto
sem repouso de caminhada
um agigantar o peito
sem descanso e sem jeito
já cansado de fugir
neste ir mas nunca ir
em grande voo ou passada.
Há tanta esperança perdida
tanta gaivota no ar
onde o grito vai ecoando
e as passadas são sentidas
em cada luz do luar
aqui e além um bulir
da folhagem desses prantos
há um ir e um não ir
réstias de outros encantos
e bem cá dentro de nós
soa o aviso em sirene
de que ficaremos sós
quando o corpo já só geme.
Há o compasso de espera
de esperar não sei o quê
um cheiro acre a Primavera
e já em nada se crê
num seguir sempre em frente
em busca do que se não vê
e o resto que se teme
está sempre perto da gente
mesmo que seja passado
na vitória de ser hoje
arremesso desalmado
já sem loucos para amar
de tudo o mais esvaziado
ou prestes a esvaziar.
Há um ponto de partida
outro haverá de chegada
neste contestar a vida
onde se aponta o inocente
na raiva sobressaltada
de ser tudo fantochada
tudo absolutamente.
3 de Abril de 2011

MÁRIO MATTA E SILVA


ABSOLUTAMENTE


Há um vaguear sem rumo
ir ao encontro do nada
no desvendar o absoluto
sem repouso de caminhada
um agigantar o peito
sem descanso e sem jeito
já cansado de fugir
neste ir mas nunca ir
em grande voo ou passada.
Há tanta esperança perdida
tanta gaivota no ar
onde o grito vai ecoando
e as passadas são sentidas
em cada luz do luar
aqui e além um bulir
da folhagem desses prantos
há um ir e um não ir
réstias de outros encantos
e bem cá dentro de nós
soa o aviso em sirene
de que ficaremos sós
quando o corpo já só geme.
Há o compasso de espera
de esperar não sei o quê
um cheiro acre a Primavera
e já em nada se crê
num seguir sempre em frente
em busca do que se não vê
e o resto que se teme
está sempre perto da gente
mesmo que seja passado
na vitória de ser hoje
arremesso desalmado
já sem loucos para amar
de tudo o mais esvaziado
ou prestes a esvaziar.
Há um ponto de partida
outro haverá de chegada
neste contestar a vida
onde se aponta o inocente
na raiva sobressaltada
de ser tudo fantochada
tudo absolutamente.
3 de Abril de 2011

MÁRIO MATTA E SILVA








ABSOLUTAMENTE


Há um vaguear sem rumo
ir ao encontro do nada
no desvendar o absoluto
sem repouso de caminhada
um agigantar o peito
sem descanso e sem jeito
já cansado de fugir
neste ir mas nunca ir
em grande voo ou passada.
Há tanta esperança perdida
tanta gaivota no ar
onde o grito vai ecoando
e as passadas são sentidas
em cada luz do luar
aqui e além um bulir
da folhagem desses prantos
há um ir e um não ir
réstias de outros encantos
e bem cá dentro de nós
soa o aviso em sirene
de que ficaremos sós
quando o corpo já só geme.
Há o compasso de espera
de esperar não sei o quê
um cheiro acre a Primavera
e já em nada se crê
num seguir sempre em frente
em busca do que se não vê
e o resto que se teme
está sempre perto da gente
mesmo que seja passado
na vitória de ser hoje
arremesso desalmado
já sem loucos para amar
de tudo o mais esvaziado
ou prestes a esvaziar.
Há um ponto de partida
outro haverá de chegada
neste contestar a vida
onde se aponta o inocente
na raiva sobressaltada
de ser tudo fantochada
tudo absolutamente.
3 de Abril de 2011

MÁRIO MATTA E SILVA


ABSOLUTAMENTE


Há um vaguear sem rumo
ir ao encontro do nada
no desvendar o absoluto
sem repouso de caminhada
um agigantar o peito
sem descanso e sem jeito
já cansado de fugir
neste ir mas nunca ir
em grande voo ou passada.
Há tanta esperança perdida
tanta gaivota no ar
onde o grito vai ecoando
e as passadas são sentidas
em cada luz do luar
aqui e além um bulir
da folhagem desses prantos
há um ir e um não ir
réstias de outros encantos
e bem cá dentro de nós
soa o aviso em sirene
de que ficaremos sós
quando o corpo já só geme.
Há o compasso de espera
de esperar não sei o quê
um cheiro acre a Primavera
e já em nada se crê
num seguir sempre em frente
em busca do que se não vê
e o resto que se teme
está sempre perto da gente
mesmo que seja passado
na vitória de ser hoje
arremesso desalmado
já sem loucos para amar
de tudo o mais esvaziado
ou prestes a esvaziar.
Há um ponto de partida
outro haverá de chegada
neste contestar a vida
onde se aponta o inocente
na raiva sobressaltada
de ser tudo fantochada
tudo absolutamente.
3 de Abril de 2011

MÁRIO MATTA E SILVA








ABSOLUTAMENTE


Há um vaguear sem rumo
ir ao encontro do nada
no desvendar o absoluto
sem repouso de caminhada
um agigantar o peito
sem descanso e sem jeito
já cansado de fugir
neste ir mas nunca ir
em grande voo ou passada.
Há tanta esperança perdida
tanta gaivota no ar
onde o grito vai ecoando
e as passadas são sentidas
em cada luz do luar
aqui e além um bulir
da folhagem desses prantos
há um ir e um não ir
réstias de outros encantos
e bem cá dentro de nós
soa o aviso em sirene
de que ficaremos sós
quando o corpo já só geme.
Há o compasso de espera
de esperar não sei o quê
um cheiro acre a Primavera
e já em nada se crê
num seguir sempre em frente
em busca do que se não vê
e o resto que se teme
está sempre perto da gente
mesmo que seja passado
na vitória de ser hoje
arremesso desalmado
já sem loucos para amar
de tudo o mais esvaziado
ou prestes a esvaziar.
Há um ponto de partida
outro haverá de chegada
neste contestar a vida
onde se aponta o inocente
na raiva sobressaltada
de ser tudo fantochada
tudo absolutamente.
3 de Abril de 2011

MÁRIO MATTA E SILVA








EU NA CIDADE


Vivo numa cidade
Respiro numa cidade
Movo-me numa cidade
Conto as horas numa cidade
Somo e subtraio os dias numa cidade
Salto o engelhar dos anos numa cidade
Vou ficando caduco numa cidade…
Esta cidade é o meu mau pulmão
A minha insegurança
A inesgotável falta de vergonha
A perca de dignidade
A pérfida desilusão
A frígida desesperança
A agitação enfadonha
A corrupta precariedade
A insana hipocrisia…
Mas é esta a cidade que me acolhe de verdade
E quem sabe se é nela que terei meu último
dia!


29.07.2011
MÁRIO MATTA E SILVA


SER SURREALISTA

Se eu fosse surrealista
vertia imagens grotescas
experimentava jogos de palavras
exprimia-me rabiscando
de uma forma trocista
automaticamente brincando
com diabruras burlescas.

Se eu fosse surrealista
nas palavras quebrava a cabeça.
de tanto eu magicar
atirava-me em remoinho ao ar
em verdadeira loucura
sem vergonha nem honra futura
que me viesse salvar.

Se eu fosse surrealista
triturava e ensarilhava versos
descrevia horizontes perversos
sem nada retocar
dava-me na gana imaginar
tudo que é irrazoável
repelia o que é estável
e abraçava o luar.

Se eu fosse surrealista
diria barbaras verdades
desbocava as realidades
punha-me a gatinhar
balbuciando coisas sem nexo
gritava em tenebroso pranto
quebrava de vez o encanto
falando de politica e sexo.

Se eu fosse surrealista
por certo já era pedinte
esfomeado e ranhoso
do O’Neill seria ouvinte
sonhando o que é tenebroso
e morreria de um susto
seco e débil como arbusto
buscando o rimar jocoso.

Se eu fosse surrealista
soletrava Cesariny
abolia de vez as vogais
desenhava traços banais
e ria da desventura
decifrando com ternura
cada “cadáver esquisito”
e outras coisas que tais.

23. Agosto. 2011
MÁRIO MATTA E SILVA