
DERROCA Veio a tempestade arrancar-me ao espirito a quietude desejada na tarde sobresaltada feita de falsa verdade e o vento soprou e a noite não amainou cá dentro de mim enquanto o tudo do meu Ser ficou em nada num faz de conta de viver e numa amargura do não te ter jamais para mim. Foi a derrocada final na onda imensa da corrente e o sentir deprimente da derrocada de tudo aquilo que construimos acrescentámos, diluimos num sopro de desilusão. Nada ficou em cada mão nada durou para além do adeus e nem em socorro cairam os céus que cobrem nossas vidas. Horas perdida do tudo construído agora destruido em tempo agreste e feio por mim, por ti mau tempo de permeio o travo do sabor acre e amrgo da própria dor de nos desentrelaçarmos de nos despedaçarmos tão loucamente tão tristemente! A vida é afinal este vendaval feita de derrocada imensa de amargura intensa e de clamor pelo amor que recusámos num Mundo ruim onde poisámos nossos desejos nossas ternuras e beijos de que me despedi levando as horas sem ti nessa imensa intensa e insuportável dor. 29. Julho. 2010 |
