domingo, abril 30, 2006

noutratitude

AO BEM E AO AMOR
Só encontro uma forma de vencer pela poesia: escrevê-la! Ficamos bem com o nosso Ego e com o Mundo que nos rodeia, seja ele bonito ou feio. Desse instante faz-se uma eternidade (conforme poema que já publiquei) e de cada sentimento um desejo de viver bem com tudo e com todos, mesmo que não conformado com o mal. O Bem é a nossa bandeira e o mal o nosso inimigo que tentamos abater com palavras harmonizadas e articuladas de forma a expressarmos os nossos "estados de alma". O espaço, mesmo que pequenino é global. A universalidade da palavra torna-nos universais. Somos a palavra com que comunicamos. Somos um elo que liga, pela estética e pela semântica das expressões, as sensações de todo o ser racional. Vibramos assim tão simplesmente comunicando como o fizeram, muito recuadamente, Orácio, Catulo, Ovídio, Virgílio ou até Moisés, Job, David, Salomão ou Isaías. O Bem e o Amor tornou-se na religião dos Poetas.

domingo, abril 16, 2006

noutratitude

Vamos em frente. Viajar sem malas nem preocupações. Vamos na Poesia, Vamos nas Tertúlias Poéticas. Tudo se pode encontrar nesta viagem: gente sensível, diabólica, participativa, criativa, sonhadora, irreverente, combativa, vigilante, carinhosa, vulnerável, culta, charmosa, vaidosa, interessada, inteligente, ambiciosa, teimosa, gostosa...Três tertúlias de poesia onde participo com todo o gosto, o empenho. São elas: Tertúlia Mensagem (São Domingos de Benfica) Tertúlia Sempre Acontece Poesia (cidade da Amamdora) Clube dos Poetas de Paço de Arcos. Tude com gente linda! Querem saber algo sobre estas tertúlias? Perguntem. Direi depois.

Segue uma poesia do meu primeiro livro "NUNCA VOS DIREI TUDO" ed. 2002

EU COMIGO

Cá estou eu de novo.
Eu comigo.
Comigo unicamente.
Ausente inda que presente.
Um querer sentir que me renovo
Neste dar-me tão antigo!

Cá estou de novo... noutro apertado nó
Num diálogo sem inimigo
Olho-me, sinto-me... e só
Viajo no tempo e louvo
O facto de ser eu o meu melhor amigo
Mesmo quando me torno em meu próprio estorvo

Lá estou eu de novo numa labiríntica encruzilhada
Penso no que procuro e ainda não encontrei
Tropeço e avanço neste acidentado caminho!
Aturo-me, agrido-me, revolto-me... eu sei...
Há dias em que o mundo é uma grande laranja vazia... sem nada
E nele me refugio, só, comigo... gemendo em verso mas baixinho...

Bela Vista, Moçambique, 1972


Depois virão mais do 2º livro "... E VOU NOS CÂNTICOS DA TERRA" E DO 3º e último - " com eles NOUTRA ATITUDE"

APAREÇAM... PARTICIPEM