
VOU COM AS LUAS Andam as luas troçando Do meu jeito de ansiedade Que tropeça sem maldade No mal que o vem animando. Trocam-se as luas brincando Com as minhas emoções Dando luz às impressões Da impressão embarcando. Ao vislumbrar a Lua nova Enchi-me de novidades Fiz-me feliz e de vaidades Enchi este ar de trovas. De lua em lua saltei Qual delas mais desvairada E sua cor alaranjada Em sonhos eu transformei. Mudando a lua, mudei-me Na bruma da realidade P’ra viver de felicidade E no agora eternizei-me. Cada luar a angústia traça Meu caminho impertinente Que duma forma insistente Traça a graça e a desgraça. Fevereiro 2009 MÁRIO MATTA E SILVA |
4 comentários:
Meu caro
Obrigado por me dar a conhecer o seu blogg e parabéns porque nele espelha a suas capacidades de professor e poeta
Meu caro
Obrigado por me dar a conhecer o seu blogg e parabéns prque nele espelha as suas capacidades de professor e poeta
Olá Mário
Este poema é triste e lindo.
A lua, por mais explorada que seja pela ciência, é elemento fundamental na poesia.
A existência sem lua... É vivência trste e crua.
Um grande abraço.
Liliana Josué
Meu caro
Agradeço o envio do seu blog e dou-lhe os meus parabéns porque ele espelha as suas capacidades de professor e poeta.
Manuel Diogo
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