

O POETA E O NATAL
Nasce a palavra, ela vem
No sopro de cada instante
Não interessa o que contém
Mas está cá fundo
Distante
Em tudo o que respira o Mundo
Num jorrar incessante
Ou num só pensamento, mesmo que dilacerante.
Há no ventre de cada Mãe
A vida que nela contém
Da nossa vida
Numa alusão incontida
De Natividade
E reza-se a cada divindade
Porque é a Mãe a única que traz verdade
Quando na sua palavra pura
Feita de candura.
Rasgam-se cinismos
Tapam-se abismos
Afogam-se vinganças
E removem-se esperanças.
Mas dar as mãos por um só dia
Porque é Natal?
Isso é cobardia
Um mal trocado por outro mal
Uma prenda envenenada
Mais nada!
A amizade verdadeira
Essa, vem nas palavras do Poeta!
É a que dura a vida inteira
Porque certeira
Em linha recta.
E só as duas palavras unidas
Têm sentido:
A do Poeta e a da Fé.
As duas se manterão de pé
Não diluídas…Uma vida… gerando vidas!
NATAL de 2006
Sem comentários:
Enviar um comentário